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 Cronologia do uso de Drogas


Com o surgimento da humanidade, surgiu também o uso de certas substâncias cuja função não é alimentar, mas dar um estado passageiro de euforia, bem estar e prazer. Desde os tempos mais remotos, os homens reconheceram esta propriedade singular nas bebidas alcoólicas e em plantas usadas até hoje para o mesmo propósito.

A Bíblia num dos seus primeiros registos diz que Noé, tendo saído da arca do dilúvio, plantou uma vinha e bebeu vinho até se embriagar, seria o vinho a primeira droga que a humanidade conheceu? Até porque Noé, desnudou-se, depois de beber o vinho, evidenciando assim o efeito desinibidor e entorpecedor do álcool.

A medicina grega encontrou no ópio um remédio, desde o século X A.C. Foi proclamado o ópio como o produto mais universal eficaz para a cura das maleitas.

As tábuas de argila feitas pelos Sumérios , achadas na Mesopotâmia, descrevem o cultivo da papoula e a preparação do ópio, cujas virtudes terapêuticas eram conhecidas na Pérsia e no Egito, cerca de 1550 A.C.

Os Assírios, utilizavam o cânhamo (maconha) como parte da sua liturgia religiosa, para adorar seus deuses.

Os romanos utilizavam igualmente o ópio para fins medicinais. E sua orgias e bacanais regados a muito vinho são evidências do uso do álcool para fins recreativos.
 
São os alquimistas que utilizam nas suas pesquisas as plantas que fazem “voar”. No fim da dinastia Han, os Chineses possuem “o pó das cinco pedras, o pó que faz comer frio”.
Esta droga é inteiramente mineral, composta de “leite”, de estalactite, de enxofre, de quartzo, de ametista e de ocre dissolvidos em álcool quente; absorve-se em pequenas doses e tem virtudes sedativas e euforizantes.

Logo após as primeiras gotas, ela põe “fogo no corpo” e era preciso estar frio para que os efeitos fossem compensatórios. Era indispensável andar para assimilar melhor: aquele que “comia o pó” perdia muito rápido a noção do tempo.

O processo de degradação, ligado a um envelhecimento prematuro, era relativamente rápido: dez anos para um homem jovem e forte, muito menos para todos os outros. Uma vez iniciado este caminho, já não havia mais volta. Era um verdadeiro suicídio.

Durante os séculos III e IV, o uso do “pó de cinco pedras”, associado à maconha e ao gás alquímico expandiu-se maciçamente. Esta primeira dependência em grande escala desenvolveu-se por ocasião de um “choque” de civilização; já não se apoiava em nenhum fundamento ritual e já não era justificada pela prática de qualquer religião.

A coca foi conhecida há 600 A.C; as escavações arqueológicas permitiram descobrir múmias de índios, sepultados com folhas de coca, nos sarcófagos Maias.

Os colonizadores, tudo fizeram para que perdessem o hábito de mascar as folhas de coca, mas deram-se conta de que essa habituação estimulava as capacidades laborais dos índios, que trabalhavam em condições deploráveis, passando a incentivar o cultivo e o consumo e adotaram também o seu uso.

No México, as perseguições pelo Santo Oficio, não foram, durante a colonização espanhola suficientes para erradicar esse hábito. 

No início da idade Média, chega a informação sobre a “mirra”, servia como tonificante farmacêutico e com o intuito recreativo e medicinais. Os gregos e Romanos tomaram um preparado de vinho, cânhamo e mirra, “o vino resinato”.

Ao longo da Historia, vários povos serviram-se do consumo de espécies botânicas enquanto instrumento condutor de uma maior aproximação com as divindades, utilizando-as em rituais religiosos ou em ritos de iniciação e passagem. A droga tem funcionado entre os Homens e o desconhecido, como uma ponte entre a vida real e o além.

As descobertas Portuguesas e Espanholas, vieram dar a conhecer um mercado até então desconhecido. Foi o ópio que se destacou na rota comercial entre a Índia e Lisboa. Foi até decretado que se cultivasse o ópio para fins de lucro para o Império.

No século VI o consumo de haxixe e ópio era considerado pelos aristocratas como um vício luxuoso e excêntrico reservado às elites.

Quando nos dias de hoje a comunidade internacional se vê confrontada com o problema da toxicodependência, verifica-se que este problema já surgiu há muitos séculos. O processo de desumanidade, empreendeu guerras para defender e impor o seu direito de exportar estupefacientes, ou seja, de vender com lucro, a destruição e a morte.

Nos finais do século XIX, a cocaína é considerada a droga da moda entre artistas e intelectuais, substituindo o uso do haxixe e do ópio, sendo que a sua divulgação atingiu proporções enormes, nos EUA foi utilizada na Coca-cola, na Europa com a sua adição foram comercializados vários produtos, como o “vinho Mariani” que era consumido pelo Papa Leão XIII.

A partir dos anos 50 o uso de drogas dispara de uma forma brutal e gerou o susto, com o aparecimento do SIDA. O L.S.D. depois de utilizado como terapia a nível psiquiátrico, é adotado pelo submundo das drogas como um produto privilegiado e popularizado sobretudo pela cultura “Hippy”. Nos anos 60 viveram-se grandes iniciativas massificadas tendo a droga como objetivo comum, tais como: a marcha sobre o Pentágono e o trips festival em São Francisco no ano de 1967; A concentração de Chicago em 1968: E o mítico Festival Woodstock que reuniu mais de quinhentos mil espectadores e que tinha como lema: “SEX, DRUGS & ROCK´N`ROLL”.

A partir dos anos 70 assistiu-se ao incremento do consumo de drogas, com preferência pelas drogas duras como a Cocaína e pela Heroína, por esta altura começa também a produção de drogas sintéticas. Enquanto isto acontece alargam-se as faixas etárias que consomem, incluindo crianças e adolescentes.

A droga saiu dos bairros dos intelectuais e artistas e invadiu cidades e vilas, áreas mais pobres e socialmente mais desfavorecidas. A sociedade contemporânea é altamente competitiva e há quem não olhe os meios para atingir os fins que pretende. A primazia do prazer, o poder material, tem sobreposto aos valores culturais, religiosos, e a outros valores sociais, valores do ser humano.

A forma como o jovem se sente na vida face aos seus desejos e inquietações, face a auto-estima, face aos colegas, face à sua família, pode ser o regulador da disponibilidade para esta atitude da moda: o consumo.

O êxtase tem sido utilizado principalmente entre jovens e adultos, com boa formação escolar, inseridos no mercado de trabalho, pertencentes a classes sociais privilegiadas e sendo poli-usuários de drogas. Tendo disseminado seu uso em clubes e haves.

Já o crack feito a partir da cocaína, é a droga conhecida com o efeito mais devastador na atualidade. Chega ao sistema nervoso central em 15 segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande e seu efeito dura de 3 a 10 minutos, com efeito de euforia mais forte do que o da cocaína, após o que produz muita depressão, o que leva o usuário a usar novamente para compensar o mal-estar, provocando intensa dependência. Não raro, o usuário tem alucinações, paranóia (ilusões de perseguição).

O uso do crack e sua potente dependência psíquica frequentemente leva o usuário à prática de delitos, para obter a droga. Os pequenos furtos de dinheiro e de objetos, sobretudo eletrodomésticos, muitas vezes começam em casa. Muitos dependentes acabam vendendo tudo o que têm a disposição, ficando somente com a roupa do corpo. Se for mulher, não terá o mínimo escrúpulo em se prostituir para sustentar o vício. O dependente dificilmente consegue manter uma rotina de trabalho ou de estudos e passa a viver basicamente em busca da droga, não medindo esforços para consegui-la.

Embora seja uma droga mais barata que a cocaína, o uso do crack acaba sendo mais dispendioso: o efeito da pedra de crack é mais intenso, mas passa mais depressa, o que leva ao uso compulsivo de várias pedras por dia.

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